O copiloto da companhia aérea flydubai que atacou o comandante de um voo para Israel na quarta-feira (30) planejou a ação antes de ser contratado pela empresa, segundo dois funcionários israelenses que acompanham a investigação dos Emirados Árabes Unidos, citados pelo jornal Haaretz.Uma terceira fonte disse ao jornal que o copiloto, de nacionalidade omanita, pretendia lançar o avião contra o aeroporto Ben-Gurion. Segundo esse relato, ele já havia voado para Tel Aviv no início do ano com a intenção de sequestrar a aeronave, mas abandonou o plano. O motivo não está claro. A fonte afirmou que ele conhecia alguém a bordo daquele voo. Duas fontes identificaram o suspeito como Hamam al-Hammami. Autoridades israelenses confirmam que ele é de Omã, mas não divulgaram o nome. Os Emirados e a flydubai também não o divulgaram. As fontes falaram sob anonimato, e os governos dos dois países e a empresa não responderam aos pedidos de comentário.O procurador-geral dos Emirados disse que o copiloto atacou o comandante com um machado de emergência e classificou o caso como ataque terrorista. Os dois funcionários israelenses afirmaram que ele disse aos interrogadores ter se candidatado à flydubai depois de pesquisar companhias que voavam para Tel Aviv.Segundo o jornal italiano Corriere della Sera, o copiloto pretendia desligar os motores e lançar o avião contra prédios de Tel Aviv. A publicação diz ainda que ele planejava matar o capitão sem alertar as autoridades e chegar à cidade antes da interceptação por caças israelenses. A CBS News informou no domingo (4) que uma investigação preliminar de Israel concluiu que ele agiu sozinho.Passageiros e tripulantes dominaram o copiloto. O capitão Smit Machchhar, indiano, sobreviveu ao abrir a porta da cabine. Um piloto reserva da companhia que viajava no voo assumiu os comandos e pousou no noroeste da Arábia Saudita, onde o copiloto foi detido. Na quinta-feira (1º), ele foi levado aos Emirados. Havia mais de 170 pessoas a bordo, a maioria israelenses.Os Emirados não anunciaram acusação formal, e não se sabe se o suspeito tem advogado. Omã não se manifestou.O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que pilotos de países sem relações diplomáticas com Israel, como Omã, não podem operar voos para o país. Não está claro como o copiloto foi escalado para a rota. Netanyahu mandou revisar as companhias estrangeiras que voam para Israel.Uma unidade antiterrorista da Austrália também apura os vínculos do copiloto com o país. Uma quarta fonte disse que ele estudou na Universidade RMIT, em Melbourne, há cerca de dez anos.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp












