Ex-diretor acusa Uefa, Concacaf e AFC de ‘agenda oculta’ contra a Fifa

Em entrevista ao ‘Estadão’, Véron Mosengo-Omba defende presidente da Fifa, com quem estudou na Suíça e rebate acusações.

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A Fifa se manifestou nesta quarta-feira, 7, após vir à tona uma suposta irregularidade na inscrição do goleiro Lionel Mpasi, da República Democrática do Congo, em partidas das eliminatórias africanas e na Copa do Mundo 2026. A entidade negou qualquer tipo de problema na inscrição do atleta e afirma que o jogador estava elegível para os compromissos da seleção.

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“A Fifa pode confirmar que não houve problemas de elegibilidade nas partidas da República Democrática do Congo contra a Jamaica nem em relação à Copa do Mundo da Fifa 2026″, se manifestou a entidade por meio de um porta-voz.

Segundo publicação do New York Times, a Fifa identificou um problema na documentação, mas permitiu o jogador a atuar normalmente pela RD Congo. O problema teria sido notado em uma análise realizada após uma denúncia da Nigéria, eliminada pela RD Congo na repescagem africana.

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Lionel Mpasi defendeu a seleção da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 2026. Foto: Reprodução/Lionel Mpasi via Instagram
“Conforme informado, o Comitê Disciplinar da Fifa analisou um protesto apresentado pela Federação de Futebol da Nigéria, o qual foi considerado inadmissível”, completa o comunicado.
O goleiro jogou nas categorias de base da França e, apesar de também possuir nacionalidade democrática-congolesa, não havia concluído corretamente o processo necessário para trocar de nação esportiva e passar a defender a seleção africana, diz a reportagem do New York Times.
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De acordo com a reportagem, constatou-se que Federação Democrática-Congolesa de Futebol (Fecofa) iniciou, em 2021, o processo para que jogador trocar a França pelo país africano, mas a documentação necessária não havia sido concluída.
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A análise ocorreu antes da repescagem intercontinental. Ainda de acordo com a publicação, os responsáveis pelo caso chegaram a considerar diferentes possibilidades para solucionar a situação, de multa à substituição da RD Congo pela Nigéria na repescagem contra a Jamaica, mas, como a denúncia ocorreu fora do prazo, nada foi feito.
Em nota, o presidente da Fecofa, Véron Mosengo-Omba, informou que a inscrição de atletas para a repescagem e a Copa do Mundo já havia sido realizada quando tomou posse do cargo, em 20 de maio.
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