Foques (em armênio: Փոխք, p'oxk’), fosques (Փոսխք, P'osxk’), fasques (Փասխք, P'asxk’) ou fusques (Փուսխք, P'usxk’) foram uma tribo do Cáucaso, registrada em fontes da Antiguidade.

Localização e identidade Os foques são virtualmente desconhecidos, salvo as menções em fontes armênias. Os armênios associaram-nos com os mascutes, que foram presumidos como hunos nas fontes primárias, apesar da forte controvérsia a respeito dessa identificação. Otto J. Maenchen-Helfen discorda dessa relação e assume que, por conseguinte, os tavaspares e as demais tribos associadas a eles não apresentam nomes presumivelmente hunos, o que permite descartas essa hipótese. De fato, os foques foram mencionados na Geografia de Ananias de Siracena vivendo ao norte do Cáucaso. Suren Eremyan sugeriu que foque e suas variantes seja o nome utilizado pelos maistuins (uma das tribos chechenas) para os montanheses georgianos quevessúrios. Nas fontes georgianas ocorrem os termos fecóvios (ფხოვი, p’xovi) e fecovêlnios (ფხოველნი, p’xovelni), que eram empregados para se referir aos fexávios e quevessúrios e que na chamada Crônica Armênia, um resumo armênio do século XII dos Anais Reais Georgianos, os fecóvios são chamados fecaios (P’xayk’).

História Em 335, os foques fizeram parte da confederação de povos liderados pelo rei Sanatruces dos mascutes contra o rei Cosroes III (r. 330–339) do Reino da Armênia. Diz Fausto, o Bizantino, que o exército era inumerável e os próprios invasores eram incapazes de calcular seus números. Para causar pânico entre os armênios, a cada encruzilhada os soldados lançavam pedras em pontos específicos para formar grandes montanhas que pressagiavam sua vinda e a dimensão de sua força. Por onde passaram, deixaram devastação e destruição, que se estendeu até Satala e Ganzaca, na fronteira com Atropatena. Dali, reuniram-se em Airarate, onde havia um grande acampamento. Um ano depois, o asparapetes (comandante-em-chefe) Vache I retornou do Império Romano, reuniu os nacarares mais valentes no monte Selu Gluque (Cabeça de Touro), onde matou muitos dos invasores. Dali, carregando butim, partiu à planície de Airarate. Ao chegar, avistou Sanatruces sitiando a cidade de Valarsapate. Liderando suas tropas, atacou de surpresa o contingente invasor, que foi obrigado a recuar à fortaleza de Oxacã, onde outra batalha foi travada. Vache estava acompanhado de Pancrácio I, Mirabandaces I, Gareguim I, Vaanes I e Varazes e o exército armênio massacrou o contingente invasor. Os poucos sobreviventes foram perseguidos até o país dos balaschis (Balasagena) e a cabeça de Sanatruces foi levada perante Cosroes III.

Referências

Bibliografia