O governo da França informou nesta sexta-feira (23/10) que o gabinete antiterrorismo ligado ao Ministério da Justiça da França é responsável pelas investigações que apuram um tiroteio em Paris que deixou ao menos uma pessoa morta e outras quatro feridas. Leia também MundoTiroteio em subúrbio de Paris deixa 1 morto e 4 feridos em meio a protestos MundoProtestos na França viram mote eleitoral de Trump durante midterms MundoPolícia proíbe manifestações em partes de Paris, incluindo o Louvre O caso aconteceu nesta sexta, no bairro de Yvelines, a oeste de Paris. De acordo com informações da imprensa local, um homem de cerca de 39 anos abriu fogo em uma rua. Testemunhas chegaram a afirmar que o suspeito “atirou várias vezes, em diferentes locais, antes de ser detido pela polícia”. Entre os feridos, há uma criança de 12 anos.Para o governo francês, o crime teve motivação terrorista e está sendo investigada pela Procuradoria Nacional Antiterrorista (PNAT) da França como “homicídio e tentativa de homicídio em conexão com uma organização terrorista“. Pelas redes sociais, o presidente Emmanuel Macron lamentou o ocorrido.“Profunda emoção após o ataque a tiros ocorrido em Trappes e La Verrière. Uma pessoa faleceu. Várias outras estão gravemente feridas. Nossos pensamentos estão com as vítimas, suas famílias, bem como com todos os habitantes dos Yvelines. Nesta terrível provação, a Nação está ao lado delas”, escreveu o presidente francês.Tensão na FrançaA França vive momentos de tensão nas últimas semanas depois que milhares de pessoas foram às ruas em protestos contra o alto custo de vida no país. Os atos se espalharam por diversas cidades do país e geraram uma onde de violência no último final de semana, com lojas saqueadas, pessoas feridas e prédio públicos depredados.Desde o último sábado (17/10), mais de 2,7 mil pessoas foram presas em razão das manifestações e das invasões de estabelecimentos comerciais, de acordo com o ministro da Justiça francês, Gerald Darmanin. Em uma tentativa de barrar a onda de violência, algumas cidades francesas proibiram manifestações.







