A Geheime Staatspolizei (Polícia Secreta do Estado) foi uma agência de polícia secreta que atuou de 1786 até o compromisso austro-húngaro de 1867.
A agência foi criada em setembro de 1786, durante uma reorganização geral da polícia austríaca, sob a liderança de Johann Anton von Pergen. Além de Pergen, a agência inicialmente consistia em dois oficiais adicionais — ou três funcionários no total — e tinha como missão a contraespionagem interna, bem como o monitoramento de dissidentes políticos e da opinião pública. Porém, por insistência do Arquiduque José II, a agência deveria ser conservadora em suas operações — particularmente no monitoramento da correspondência — para "não prejudicar a reputação dos correios e a liberdade civil". De fato, a aprovação de José II para a criação da Geheime Staatspolizei decorreu mais de sua insaciável sede de informação do que de um desejo de repressão, pois ele acreditava que os civis deveriam ter permissão para criticar o governo. A Geheime Staatspolizei reunia informações através de Cabinet noir, do recrutamento de empregados domésticos como informantes e da recolha de informações através da polícia normal. Alguns dos métodos, como o Cabinet Noir, produziam informações utilizadas para orientar investigações, mas inadmissíveis em tribunal segundo a lei austríaca. A agência ocasionalmente detinha, secretamente, pessoas consideradas Staatsverbrecher (criminosos políticos) suspeitos de alta traição que não podiam ser sujeitos a detenção e julgamento públicos sem o risco de despertar a simpatia do público. Para evitar que se transformassem em mátires sociais ou políticos, a sua culpa e punição eram determinadas, em segredo e exclusivamente, pelo Arquiduque.
Ver também Geheimer Polizeirerein Gestapo Preußische Geheimpolizei
Referências
