Intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela refere-se a uma operação militar, sob o codinome Operação Resolução Absoluta, conduzida pelos Estados Unidos em 3 de janeiro de 2026, em meio à escalada das tensões entre os dois países. Na madrugada desse dia foram registradas explosões, ataques aéreos e movimentações militares em diversas regiões da Venezuela, incluindo áreas próximas a Caracas. Mais tarde, o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e retirados do país, enquanto o governo venezuelano classificou a ação como uma agressão militar estrangeira, denunciando a violação de sua soberania e decretando estado de emergência. A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, disse que Maduro e esposa enfrentariam acusações de "narcoterrorismo", embora, meses antes, Trump havia concedido perdão presidencial ao ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, condenado nos Estados Unidos pelo mesmo tipo de crime. Autoridades norte-americanas e de outros países questionaram a legalidade dos ataques. O governo Trump não notificou o Congresso sobre a operação com antecedência. Muitos líderes mundiais e vários especialistas em direito internacional repudiaram e afirmaram que a operação violou a Carta da ONU e a soberania da Venezuela, enquanto alguns líderes expressaram apoio à operação. Em uma coletiva de imprensa no mesmo dia, Donald Trump disse que os Estados Unidos governariam a Venezuela por um período de tempo, assumindo o controle do país, bem como que os EUA e as empresas norte-americanas estarão "muito fortemente envolvidos" na indústria petrolífera venezuelana e "venderão grandes quantidades de petróleo para outros países". Em 29 de janeiro de 2026, a presidente interina Rodríguez aprovou uma nova lei para dar às empresas privadas o controle sobre a produção e venda de petróleo. Paralelamente, os Estados Unidos suspenderam as sanções impostas ao comércio de petróleo venezuelano e emitiram licenças para que as empresas comercializassem petróleo venezuelano. Em fevereiro, Venezuela e Estados Unidos começaram a trabalhar para normalizar relações diplomáticas após mais de uma década de estagnação.

Antecedentes

Os Estados Unidos mantinham uma significativa presença militar no Mar do Caribe e nas proximidades da Venezuela, incluindo navios de guerra, aeronaves e forças de prontidão, como parte da Operação Lança do Sul, iniciada em setembro de 2025 com o alegado objetivo de combate ao narcotráfico e rotas de contrabando associadas a organizações criminosas ligadas ao governo presidido por Nicolás Maduro. Autoridades militares e analistas descreveram a presença como uma operação contínua com capacidades de dissuasão e prontidão para operações de contingência em ambiente de difícil acesso. Durante o segundo semestre de 2025, o governo venezuelano passou a denunciar a movimentação militar norte-americana como uma ameaça direta à sua soberania, mobilizando tropas e intensificando exercícios de defesa em resposta ao aumento da presença dos EUA nas águas próximas ao território venezuelano. A Venezuela também buscou apoio internacional, incluindo pedidos à Organização das Nações Unidas, argumentando que a presença militar configurava uma ameaça à paz regional e violava os princípios de não intervenção nas relações internacionais. A tensão diplomática foi agravada pelas acusações abertas dos Estados Unidos de que o governo de Maduro estava envolvido em narcotráfico transnacional e terrorismo, incluindo recompensas substanciais por informações sobre líderes venezuelanos. Contudo, Maduro declarou que a intenção dos norte-americanos era controlar os recursos energéticos venezuelanos, o que abrange suas amplas reservas de petróleo.

Ataques

O presidente Trump ordenou o prosseguimento da ação às 23h46min VET (22h46min EST) em 2 de janeiro. A administração não notificou previamente o Congresso sobre os ataques, tendo em vista as preocupações de que isso pudesse colocar a missão em risco. Pelo menos sete explosões foram relatadas por volta das 02h00min VET (01h00min EST), e aeronaves voando a baixa altitude foram observadas, predominantemente em La Guaira, Higuerote, Meseta de Mamo, Baruta, El Hatillo, Charallave e Carmen de Uria, que ficam majoritariamente dentro ou nas proximidades da capital Caracas. A operação envolveu 150 aeronaves da Marinha, Força Aérea e do Corpo de Fuzileiros Navais. Entre elas estavam os modelos Lockheed Martin F-22 Raptor, Lockheed Martin F-35 Lightning II, Boeing F/A-18E/F Super Hornet, Boeing EA-18G Growler, Grumman E-2, Rockwell B-1 Lancer, Boeing CH-47 Chinook, Boeing AH-64 Apache, Sikorsky UH-60, outras aeronaves de apoio e numerosos veículos aéreos não tripulados, incluindo o Lockheed Martin RQ-170 Sentinel. A maioria das explosões teve como alvo antenas e bases militares em operação. Relatos iniciais sugeriram que as explosões podem ter ocorrido na Base Aérea Generalíssimo Francisco de Miranda (La Carlota) e em Forte Tiuna, duas instalações militares da região. Grandes explosões também foram relatadas no Aeroporto de Higuerote. Pelo menos 24 militares venezuelanos teriam sido mortos na incursão. Helicópteros do 160.o Regimento de Aviação de Operações Especiais transportaram soldados da Delta Force para Caracas, com cobertura aérea fornecida por caças e bombardeiros. Um helicóptero foi danificado pelas defesas terrestres venezuelanas, mas continuou sua missão. Agentes do Federal Bureau of Investigation (FBI), incluindo a Hostage Rescue Team, acompanharam os militares para formalizar a prisão de Maduro em seu complexo residencial. Os ataques duraram cerca de meia hora. Foi possível observar fumaça subindo de um hangar militar em uma base de Caracas, enquanto outra ficou sem energia elétrica. Os ataques ocorreram sob a cobertura da escuridão, tanto em razão do horário da operação quanto da interrupção deliberada do fornecimento de energia elétrica na cidade de Caracas pelas forças armadas dos Estados Unidos. Diversos contêineres de carga foram destruídos ou danificados nos ataques ao porto de La Guaira. Imagens de satélite da empresa Vantor mostraram pelo menos cinco armazéns destruídos, veículos queimados e um posto de segurança explodido. Uma aeronave, supostamente um Beechcraft Baron, e um sistema de mísseis antiaéreos Buk-M2E foram destruídos no Aeroporto de Higuerote.

Captura de Maduro Às 05h21min VET, Trump publicou na rede social Truth Social que Maduro e sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores, haviam sido capturados e retirados do país. Trump também publicou uma fotografia de Maduro a bordo do USS Iwo Jima. A imagem mostrava Maduro vendado, usando fones de ouvido com cancelamento de ruído, um dispositivo de flutuação, um agasalho cinza Nike Tech, algemado, e segurando uma garrafa plástica de água. Segundo o secretário de Estado Marco Rubio, Maduro foi preso e enfrentaria acusações criminais nos Estados Unidos. Na Venezuela, a vice-presidente Delcy Rodríguez confirmou que tanto Maduro quanto Flores estavam desaparecidos e exigiu "prova de vida" por meio de uma mensagem de áudio transmitida pela televisão estatal. A operação que teve como alvo Maduro foi conduzida pela Delta Force. Horas depois, a procuradora-geral norte-americana Pam Bondi anunciou que Maduro e Flores haviam sido formalmente denunciados no Distrito Sul de Nova Iorque por crimes relacionados ao Narcoterrorismo. A denúncia listou acusações de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos. Pouco antes das 18h00min VET (17h00min EST), a aeronave que transportava Maduro e Flores pousou na Stewart Air National Guard Base, em Nova Iorque. Maduro foi visto descendo da aeronave, cercado por agentes federais, antes de entrar em um hangar. Em seguida, foi transportado de helicóptero para Manhattan, na cidade de Nova Iorque. Depois, foi levado em um comboio blindado a um escritório local da Drug Enforcement Administration (DEA), onde foi processado, sendo posteriormente detido no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn.

Baixas

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, afirmou que helicópteros de combate dos Estados Unidos dispararam foguetes e mísseis em áreas urbanas e que as autoridades estavam trabalhando para reunir informações sobre o número de mortos e feridos. O procurador-geral Tarek William Saab declarou que "vítimas inocentes foram mortalmente feridas e outras foram mortas por este ataque criminoso e terrorista." Em Catia La Mar, os ataques atingiram um edifício residencial civil de três andares, matando uma pessoa, ferindo gravemente outra e destruindo a parede externa da construção. O The New York Times informou que um funcionário venezuelano, sob condição de anonimato, afirmou que pelo menos 40 pessoas — incluindo civis e militares — foram mortas no ataque. No dia 7 de janeiro, o governo venezuelano afirmou que pelo menos 100 pessoas haviam morrido nos ataques estadunidenses. Trump disse ao New York Post que forças cubanas estiveram envolvidas na operação: "Você sabe, muitos cubanos perderam a vida ontem à noite. [...] Eles estavam protegendo Maduro. Isso não foi uma boa decisão." O presidente afirmou não saber o número exato de baixas cubanas e venezuelanas. Alguns militares dos Estados Unidos sofreram ferimentos por disparos e estilhaços, mas nenhum com risco de vida. Em 6 de janeiro, foi divulgado que 7 militares estadunidenses foram feridos em combate.

Consequências

O presidente Maduro declarou estado de emergência nacional após o início das explosões. O governo prometeu defender-se contra as ações militares dos Estados Unidos, que teriam como objetivo a mudança de regime. As ações foram descritas como uma "agressão imperialista", e foi solicitado o acionamento do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O governo anteriormente liderado por Maduro permaneceu no poder. A vice-presidente Delcy Rodríguez descreveu Maduro como o "único presidente" da Venezuela e apelou à calma e à unidade para defender o país diante do que chamou de seu "sequestro." Ela declarou que a Venezuela "nunca mais voltará a ser colônia de nenhum império." Em 3 de janeiro, o Tribunal Supremo de Justiça ordenou que Rodríguez assumisse a presidência na ausência de Maduro. A Federal Aviation Administration (FAA) dos Estados Unidos emitiu em 3 de janeiro um aviso aos aviadores proibindo aeronaves norte-americanas de operarem no espaço aéreo venezuelano, citando "atividade militar em andamento." A Embaixada dos Estados Unidos em Caracas emitiu uma ordem de permanência em local seguro a partir de suas operações realocadas na Colômbia. Relatos indicaram que a zona sul de Caracas sofreu um apagão elétrico. Em uma coletiva de imprensa em 3 de janeiro de 2026, o presidente Trump declarou: "Nós vamos administrar o país até que seja possível realizar uma transição segura, adequada e criteriosa." Ele indicou que os EUA poderiam enviar tropas à Venezuela como parte desse processo. Também afirmou que Marco Rubio havia feito contato com Rodríguez e que ela teria dito: "Faremos tudo o que vocês precisarem", acrescentando que ela foi cordial, mas que "realmente não tem escolha." Trump caracterizou a ação como uma aplicação da Doutrina Monroe, à qual se referiu como "Doutrina Donroe", acrescentando que "a dominância americana no hemisfério ocidental nunca mais será questionada." Trump declarou ainda que empresas petrolíferas dos Estados Unidos "entrariam, investiriam bilhões de dólares, consertariam a infraestrutura gravemente danificada — a infraestrutura petrolífera — e começariam a gerar lucros para o país", e que os EUA estavam preparados para lançar um segundo ataque, muito maior. Igualmente, manifestou abertura para uma ocupação da Venezuela, alegando que isso não custaria nada aos Estados Unidos, pois seria compensado pela receita das reservas de petróleo venezuelanas. Ademais, referiu que María Corina Machado, líder da oposição e laureada com o Prêmio Nobel da Paz de 2025, não teria o apoio ou o respeito necessários no país para governar.

Libertação de presos políticos

Jorge Rodríguez anunciou a 8 de janeiro de 2026 que um número "importante" de presos políticos seria libertado como um "gesto" do governo. Dos cerca de 800 presos políticos na Venezuela, nove foram libertados nesse dia. Cinco cidadãos espanhóis, entre os quais a ativista hispano-venezuelana Rocío San Miguel, detida desde fevereiro de 2024, e dois membros da oposição venezuelana, Enrique Márquez e o italo-venezuelano Biagio Pilieri, que foram detidos após apoiarem a vitória de González nas eleições presidenciais venezuelanas de 2024, estavam entre os libertados. Um discurso proferido a 14 de janeiro pela presidente interina Delcy Rodríguez centrou-se sobretudo nos presos políticos detidos durante o governo de Maduro. Prometeu continuar a libertar presos, afirmando que a ação "ainda não terminou". Esta reconheceu ainda o mérito de Maduro por ter iniciado a libertação de reclusos, indicando que não tinha interrompido o processo. Rodríguez anunciou que 406 reclusos já tinham sido libertados. O Tribunal Penal apenas pôde confirmar a libertação de 68 reclusos na altura. A 17 de janeiro, o Tribunal Penal tinha confirmado apenas a libertação de 139 presos políticos desde 8 de janeiro. Durante duas semanas, os venezuelanos acamparam em frente ao edifício El Helicoide, onde muitos estão detidos, à espera da libertação dos seus familiares. A 23 de janeiro, o Tribunal Penal confirmou a libertação de 154 presos políticos desde 8 de janeiro. No mesmo dia, Delcy Rodríguez anunciou a libertação de 626 reclusos, sem especificar uma data. Esta apelou ao Gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, liderado por Volker Türk, para que verificasse as listas. No dia 25 de janeiro, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal comunica que Carla da Silva, luso-venezuelana condenada a 20 anos, havia sido libertada. Carla da Silva cumpriu cerca de 5 anos. A 4 de fevereiro, um segundo luso-venezuelano, Jaime Orlando Macedo, que estava detido desde junho de 2025 sem acusação e ficou conhecido como o "preso fantasma", foi libertado. O ministério português confirmou, ainda, que se encontram em prisão ainda 6 presos políticos com passaporte português.

Reações

Venezuela

Antes da captura de Maduro, o governo venezuelano afirmou que rejeitava e denunciava a agressão militar, e divulgou um comunicado público atribuindo os ataques ao governo dos Estados Unidos, alegando que fariam parte de um plano para se apoderar dos recursos venezuelanos, em particular das reservas de petróleo. Maduro declarou um estado de emergência em resposta aos ataques aéreos, e o ministro da Defesa Vladimir Padrino López afirmou que os ataques eram ilegais. Ele também declarou que a Venezuela resistiria à presença de tropas estrangeiras e que o governo havia declarado um "estado de comoção externa."

A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que a Venezuela "nunca mais voltará a ser colônia de ninguém — nem de antigos impérios, nem de novos impérios, nem de impérios em declínio." Rodríguez argumentou que a "guerra às drogas" era um pretexto, alegando que o verdadeiro objetivo dos Estados Unidos era a mudança de regime e o controle dos "recursos energéticos, minerais e naturais" do país.

A líder oposicionista María Corina Machado publicou, do exílio, um comunicado afirmando que "o que tinha de acontecer está acontecendo" para que a oposição assumisse o mandato que reivindicava a partir da eleição presidencial de 2024. Também pediu que Edmundo González – que, segundo observadores internacionais e monitores eleitorais, recebeu a maioria dos votos no referido pleito–, assumisse a presidência. González afirmou que a oposição estava pronta para "reconstruir nossa nação" e que as próximas horas seriam "decisivas". Ocorreram em Caracas tanto manifestações pró-Maduro quanto anti-Maduro. Nos meses seguintes, contudo, Estados Unidos e Venezuela começaram a normalizar relações diplomáticas. O governo venezuelano anunciou que começaria a exportar mais petróleo, abriria o país para investimentos e exploração de recursos por empresas ocidentais e também começou a libertar presos políticos. Em contrapartida, o governo estadunidense anunciou que começaria a remover sanções econômicas, especialmente no setor petrolífero, após mais de uma década.

Estados Unidos O presidente Trump indicou que os Estados Unidos planejavam ocupar e administrar a Venezuela até que haja uma "transição segura, adequada e criteriosa." Trump afirmou que os EUA e empresas norte-americanas apreenderão o petróleo venezuelano e o venderão a outros países. Trump declarou que os Estados Unidos estarão "muito fortemente envolvidos" na indústria petrolífera venezuelana e afirmou que empresas petrolíferas norte-americanas investirão bilhões de dólares no setor energético do país. O secretário de Defesa Pete Hegseth declarou: "Vamos colocar empresas americanas lá" para investir na indústria petrolífera venezuelana, resultando em "acesso a riqueza e recursos adicionais" para os Estados Unidos. O governo também indicou que empresas petrolíferas norte-americanas teriam de investir na reconstrução da infraestrutura petrolífera venezuelana como pré-requisito para serem indenizadas por apreensões anteriores de ativos realizadas pelo governo venezuelano desde a primeira nacionalização, há quase 50 anos. O vice-presidente JD Vance afirmou que a operação era justificada porque Maduro era um fugitivo procurado nos Estados Unidos, bem como que "o petróleo roubado deve ser devolvido." A deputada Lisa McClain declarou: "Então, vou colocar isso de forma simples: Maduro é um narcoterrorista. Ponto final. Seu regime ilegítimo inunda nosso país com drogas mortais, e os americanos pagam o preço. Trump não virou o rosto; ele agiu. É assim que se parece a liderança, e é assim que se protege o povo americano." O senador republicano Mike Lee afirmou inicialmente que aguardava compreender o que poderia justificar constitucionalmente os ataques, mas, após uma ligação com o secretário de Estado Rubio, declarou: "Essa ação provavelmente se enquadra na autoridade inerente do presidente, nos termos do Artigo II da Constituição, para proteger pessoal dos EUA de um ataque real ou iminente." Em fevereiro de 2026, o governo dos Estados Unidos afirmou que estava no processo de normalizar as relações diplomáticas com o novo governo venezuelano. O senador democrata Brian Schatz, membro do Comitê de Relações Exteriores, advertiu contra qualquer envolvimento militar dos EUA na Venezuela, afirmando que o país não têm "interesses nacionais vitais na Venezuela que justifiquem uma guerra." A legalidade dos ataques foi questionada pelo senador democrata Ruben Gallego, que afirmou: "Esta guerra é ilegal" no início da operação. O senador democrata Tim Kaine condenou as ações e pediu que o Congresso apoiasse sua resolução para bloquear o uso das forças armadas contra a Venezuela, salvo se autorizado pelo Congresso. O senador Bernie Sanders também condenou os ataques, citando o risco de instabilidade global e acusando Trump de contornar o Congresso para levar o país à guerra. A ex-vice-presidente Kamala Harris criticou a operação. O prefeito da cidade de Nova Iorque, Zohran Mamdani, afirmou que ligou para Trump para expressar sua oposição aos ataques.

Internacional ONU: o secretário-geral António Guterres afirmou estar "profundamente preocupado com o desrespeito pelas normas do Direito Internacional", segundo o porta-voz Stéphane Dujarric em comunicado, acrescentando que Guterres "exorta todos os atores na Venezuela a envolverem-se num diálogo inclusivo, com pleno respeito pelos direitos humanos e pelo Estado de Direito." União Europeia: a União Europeia apelou a uma transição pacífica e democrática ao respeito pelo direito internacional, numa reação cautelosa ao ataque militar. A alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, afirmou estar a acompanhar de perto a situação na Venezuela, sublinhando que a "segurança dos cidadãos da UE no país é a máxima prioridade de Bruxelas". Argentina: o presidente Javier Milei celebrou nas redes sociais a captura de Maduro e de sua esposa, afirmando que "a liberdade avança." Brasil: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a invasão dos Estados Unidos à Venezuela é "inadmissível" e que poderia abrir "precedentes perigosos." Além disso, o líder do executivo informou que haveria uma reunião de emergência com os ministros para definir a resposta política e as medidas que podem ser tomadas diante dos reflexos das ofensivas americanas sob a região. Colômbia: o presidente Gustavo Petro rejeitou "a agressão contra a soberania da Venezuela e da América Latina" e pediu que a Organização das Nações Unidas e a Organização dos Estados Americanos se reunissem imediatamente. Cuba: o presidente Miguel Díaz-Canel denunciou o que chamou de "ataque criminoso dos Estados Unidos" contra a Venezuela e pediu condenação urgente da comunidade internacional, descrevendo o ocorrido como "terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra Nossa América." China: o governo chinês condenou a intervenção militar, acusando a operação de violação grave do direito internacional e da soberania venezuelana. Coreia do Sul: o presidente Lee Jae-myung instruiu as autoridades a garantir a proteção dos cidadãos sul-coreanos na Venezuela e a preparar planos de evacuação caso a situação piore. Espanha: o Ministério das Relações Exteriores apelou à "desescalada e moderação" e ao respeito ao "direito internacional e aos princípios da Carta da ONU", acrescentando que estava “disposto a oferecer seus bons ofícios para alcançar uma solução pacífica e negociada." O governo reiterou que não reconhece os resultados da eleição presidencial venezuelana de 2024 e afirmou que a Espanha "acolheu, e continuará a acolher, dezenas de milhares de venezuelanos que tiveram de deixar o país por razões políticas." França: o ministro dos Negócios Estrangeiros de França condenou a captura do presidente venezuelano pelas forças norte-americanas, durante uma operação que "viola" o direito internacional. O Presidente francês, Emmanuel Macron, disse estar a acompanhar "de perto a situação na Venezuela e mantém contactos com os seus parceiros regionais". A líder da extrema-direita francesa Marine Le Pen condenou o ataque dos Estados Unidos e a mudança de regime no país, afirmando que a soberania dos Estados é um princípio “inviolável e sagrado”. Irã: o Ministério das Relações Exteriores divulgou uma nota condenando energicamente o ataque, descrevendo-o como uma violação flagrante da soberania nacional e da integridade territorial do país. Nicarágua: os co-presidentes Daniel Ortega e Rosario Murillo condenaram amplamente a ação militar americana na Venezuela. Eles pediram a soltura imediata de Nicolás Maduro e sua esposa e saudaram o novo governo venezuelano de Delcy Rodríguez. Portugal: o ministro dos negócios estrangeiros, Paulo Rangel, confirmou que o governo português acompanha de forma permanente a situação na Venezuela, em articulação com o Presidente da República, através da embaixada portuguesa em Caracas, da rede consular e de contactos com parceiros europeus, a União Europeia e países da região. O governo português declarou como prioridade a segurança dos portugueses na Venezuela. Rússia: o Ministério das Relações Exteriores condenou os ataques, classificando-os como um "ato de agressão armada."

Ver também Crise econômica na Venezuela (2013–presente) Crise na Venezuela Envolvimento dos Estados Unidos nas mudanças de regime na América Latina Expansão ultramarina dos Estados Unidos Invasão de Granada Invasão do Panamá pelos Estados Unidos em 1989 Guerra Civil na República Dominicana em 1965 Golpe de Estado no Chile em 1973 Golpe de Estado no Irã em 1953 Golpe de Estado na Guatemala em 1954 Operação Red Dawn Operação Kayla Mueller Política da Venezuela Relações entre Estados Unidos e Venezuela

Notas e referências

Notas

Referências

Ligações externas