Jorge de Barros (Alcobaça, Outubro de 1944 - Lisboa, 26 de Maio de 2026) foi um fotógrafo português.

Biografia Nasceu no concelho de Alcobaça, em Outubro de 1944. Iniciou a sua carreira como fotógrafo em 1980, tendo publicado mais de trinta livros, geralmente em colaboração com poetas de renome, como Eugénio de Andrade, Fernando Assis Pacheco, Fernando Dacosta, Helena Vaz da Silva, João de Melo, José Cardoso Pires, Lídia Jorge, Manuel Alegre, Mário Cláudio e Orlando Ribeiro. Quando faleceu deixou por publicar o livro Espantalhos e Campos. As suas obras fotográficas foram utilizadas como capas de gravações musicais e peças de moda, e em livros de vários autores portugueses conhecidos, como Fernando Pessoa, Miguel Torga e Raul Brandão, como sucedeu com O Tempo e a Alma, de 1986, Mensagem, em 1990, Um Olhar Português, em 1991, Mineiros, de 2001, Festas e Tradições, em 2002 e 2003, e Sob a Terra, em 2008. A sua carreira como fotógrafo passou igualmente pelo teatro, televisão e cinema, e na produção de diversos livros sobre filatelia dos Correios de Portugal. Colaborou na revista Atlantis da empresa TAP, e foi formador em fotojornalismo no Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas. Participou em diversas exposições colectivas, tanto em Portugal como no estrangeiro, e em diversas iniciativas durante a XVII Exposição Europeia e a Expo 98. Esteve integrado na direcção da Sociedade Portuguesa de Autores entre 2003 e 2006. Ao longo da sua carreira demonstrou um especial interesse pelo arquipélago dos Açores, tendo organizado as exposições individuais Solenidades dos Açores em 1990, Aproximações em 2009, e Baleeiro - Um Rochedo do Mar em 2015, e publicado os livros Corvo, a Ilha da Sabedoria em 1996, O Príncipe dos Açores em 1996, Vitorino Nemésio – Sem Limite de Idade em 2002, Escrito no Mar – Livro dos Açores em 2008, Ilhas Desconhecidas em 2012, e São Miguel – Ilha de Alquimias em 2015. Faleceu na cidade de Lisboa, em 26 de Maio de 2026. Na sequência da sua morte, o presidente da república emitiu uma nota de pesar, onde recordou a sua carreira como fotógrafo, tendo-o classificado como «um peregrino apaixonado do mapa de Portugal» com uma obra «variada, extensa, plural» que «constitui um estudo permanente de Portugal e dos portugueses».

Referências