Uma luxação do joelho é uma lesão no joelho em que há uma ruptura completa da articulação entre a tíbia e o fêmur. Os sintomas incluem dor e instabilidade do joelho. As complicações podem incluir lesões a uma das artérias ao redor do joelho, mais comumente a artéria poplítea ou síndrome compartimental. Cerca de metade dos casos são resultado de traumas graves e cerca de metade ocorrem como resultado de traumas leves. Em cerca de metade dos casos, a articulação volta ao lugar sozinha antes mesmo de a pessoa chegar ao hospital. Normalmente, há uma ruptura do ligamento cruzado anterior, do ligamento cruzado posterior podendo haver ruptura do ligamento colateral medial ou lateral. Se o índice tornozelo-braquial for menor que 0,9, recomendada-se a angiotomografia para detectar lesão vascular. Caso contrário, exames físicos subsequentes podem ser suficientes. Caso a articulação permaneça deslocada, são indicadas a redução ortopédica e a imobilização; isso geralmente é realizado sob sedação procedural. Em pacientes com sinais de lesão arterial, geralmente é realizada cirurgia imediatamente. Múltiplas cirurgias podem ser necessárias. Em apenas pouco mais de 10% dos casos é necessária a amputação de parte da perna. As luxações do joelho são raras, ocorrendo em cerca de 1 em cada 100.000 pessoas por ano. Homens são mais frequentemente afetados do que mulheres. Jovens adultos são os mais frequentemente afetados. Relatos desta lesão datam de pelo menos 20 a.C. por Meges de Sidon.
Referências

