Dario Durigan afirma que valores movimentados pela Entre Investimentos podem ter origem em esquema ligado ao crime organizado

O deputado Mário Frias, o senador Flávio Bolsonaro e o ator Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme 'Dark Horse' — Foto: Reprodução/Redes sociais

Ministro da Fazenda diz que dinheiro enviado a filme de Bolsonaro tem indícios de lavagem
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A terceira fase da Operação Carbono Oculto, batizada de Crédito Oculto, investiga a atuação da Entre Investimentos, administradora de recursos que, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, teria sido usada para lavagem de dinheiro do crime organizado e ocultação de patrimônio. De acordo com Durigan, mais de R$ 11,6 bilhões foram movimentados pelo grupo empresarial investigado.
Questionado sobre repasses de mais de R$ 12 milhões feitos pela Entre Investimentos para o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro afirmou que 'tudo indica que sim', referindo-se à possibilidade de os recursos terem origem em lavagem de dinheiro. A investigação também apura valores enviados ao fundo Revengate, nos Estados Unidos, administrado pelo advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
A operação tem entre os alvos Humberto Tupinambá, diretor do Banco Genial, os irmãos dele e Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, dono da Entre Investimentos e apontado como operador financeiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o Ministério Público de São Paulo, o grupo teria criado uma rede de empresas de fachada e fundos de investimento para comprar a distribuidora de combustíveis Terrana, que teria sido usada para ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.
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