Agradeço ao Secretário-Geral e à Sra. Eltigani por nos informarem hoje, ao passarmos o marco horrendo de dezoito meses de conflito brutal no Sudão. Farei três pontos em nome do Reino Unido. Primeiro, saudamos as recomendações do Secretário-Geral para a proteção dos civis no Sudão. Ambas as partes em conflito assumiram compromissos em Jeddah para limitar o impacto do conflito sobre civis.
E, no entanto, apenas neste fim de semana passado, tivemos mais relatórios espantosos de ataques importantes no estado Al Jazirah resultando em mais 100 mortes de civis, com as Forças de Apoio Rápido alegadamente disparando contra civis indiscriminadamente, violando mulheres e meninas, e saqueando e destruindo casas. Enquanto isso, bombardeios aéreos das Forças Armadas Sudanesas estão causando destruição em grande escala e mortes de civis em todo o país. Aliviar a situação dos civis sudaneses é fundamental, e esperamos que o Conselho possa se reunir nas próximas semanas para acordar mais passos que apoiem a implementação dessas recomendações do Secretário-Geral.
Segundo, como já ouvimos hoje, a crise humanitária continua. Com a fome no Darfur e a cólera espalhando-se por todo o país, milhões estão em risco de uma morte precoce e evitável. E ainda assim obstruções burocráticas continuam. Expelir o pessoal da ONU e restringir os movimentos das missões humanitárias são apenas alguns exemplos condenadores de como a assistência de salvamento de vidas está sendo sistematicamente bloqueada para alcançar aqueles que necessitam. Instamos as autoridades sudanesas a abrir permanentemente a passagem da fronteira Adre.
Reiteramos nossos chamados claros a ambas as partes em conflito para cumprirem suas obrigações ao abrigo do direito humanitário internacional e facilitar o acesso transfronteiriço e de linha cruzada, em múltiplos pontos de entrada. Terceiro Presidente, chamamos as partes em guerra a participar significativamente com as iniciativas diplomáticas existentes – incluindo os esforços do Enviado Pessoal Lamamra – para um cessar-fogo nacional.
Também pedimos aos FSA e RSF que concordem as modalidades para monitorar o cumprimento dos seus compromissos assumidos sob a Declaração de Jeddah. A participação da sociedade civil e das mulheres também é vital para que os esforços de paz sejam plenamente eficazes. Em conclusão, a ação internacional coordenada, inclusive pela União Africana e Nações Unidas, é mais importante do que nunca. O RSF e o SAF devem trazer um fim à luta agora.
