Soneto 75 é um soneto componente dos 154 sonetos de William Shakespeare, pertencente ao grupo dos sonetos ao belo jovem.

Estrutura Forma: Soneto inglês Rimas: ABAB CDCD EFEF GG Métrica: Versos decassílabos Ritmo: Pentâmetro iâmbico.

Sinopse O 'Soneto 75', de William Shakespeare, é um soneto que retrata a obsessão incontrolável do narrador pelo Belo Jovem. O poeta retorna ao elogio da pessoa amada, um elogio que compara seu comportamento ao comportamento paranoico e extremo de um avarento. Ou ele a vê o tempo todo e se deleita com sua companhia, ou então está plenamente consciente de sua ausência. Nada parece satisfazê-lo, e ele não encontra um meio-termo. Assim, a alegria da abertura do soneto, na qual a pessoa amada é como a chuva suave que cai, transforma-se no frenesi tortuoso da paixão e do desejo insaciável, do qual, mesmo que ele o desejasse, não parece haver escapatória imediata.

Traduções A tradução de Thereza Christina Rocque da Motta, tendendo a uma tradução literal, foi construída na forma de um quatorzain monostrófico, sem obediância a métrica, ritmo ou rima.

O poeta José Arantes Júnior construiu, na tradução, um soneto inglês com rimas condizentes, mas no aspecto métrica/ritmo, usou 36 caracteres por metro, com fonte monoespaçada, para um formato simétrico na aparência. Deu-lhe um título.

A forma utilizada por Paulo Camelo procurou acompanhar a forma original, um soneto inglês, com esquema rímico ABAB CDCD EFEF GG, versos decassílabos em pentâmetro iâmbico, construído com ritmo holístico.

O médico escritor e tradutor Milton Lins construiu sua tradução na forma de soneto inglês em pentâmetro iâmbico em quase todos os versos e esquema rímico característico.

Notas

Referências