Nefropatia endêmica dos Bálcãs (NEB) é uma forma de nefrite intersticial que leva à insuficiência renal. Foi identificada pela primeira vez na década de 1920 em várias pequenas comunidades discretas ao longo do rio Danúbio e de seus principais afluentes, nos atuais países de Croácia, Bósnia e Herzegovina, Sérvia, Kosovo, Romênia e Bulgária. A doença é causada por pequenas doses prolongadas de ácido aristolóquico presentes na dieta. Afeta, principalmente, pessoas entre 30 e 60 anos de idade. As doses da toxina geralmente são baixas, e indivíduos que se mudam para áreas endêmicas costumam desenvolver a condição somente após viverem lá por 10 a 20 anos. Pessoas que ingerem comprimidos contendo ácido aristolóquico como medicina alternativa podem apresentar insuficiência renal de início rápido, como parte de uma síndrome conhecida como “nefropatia por ácido aristolóquico” ou “nefropatia por ervas chinesas”.
Sintomas Os pacientes com nefropatia endêmica dos Bálcãs se distinguem daqueles com outras causas de doença renal terminal por apresentarem ausência de hipertensão arterial, xantocromia das palmas das mãos e plantas dos pés (sinal de Tanchev), anemia hipocrômica precoce, ausência de proteinúria e progressão lenta da insuficiência renal. Não existe terapia específica; a NEB evolui para doença renal terminal, cujos únicos tratamentos eficazes são a diálise ou o transplante renal. Em áreas endêmicas, a NEB é responsável por até 70% dos casos de doença renal terminal. Pelo menos 25.000 indivíduos são conhecidos por terem essa forma da doença. Pacientes com NEB apresentam uma taxa muito aumentada de carcinoma de células de transição do trato urotelial superior (bacia renal e ureteres). Em populações sem NEB, a maioria dos cânceres uroteliais ocorre na bexiga..
Referências