Três municípios paulistas votam para prefeito e vice-prefeito no dia 25 de outubro, junto com o segundo turno das eleições presidenciais. O pleito, em caráter suplementar, decorre da cassação do mandato do prefeito e vice-prefeito eleitos em 2024, nas cidades de Macedônia, Martinópolis e Narandiba, no interior de São Paulo. Os escolhidos ficarão no cargo até 31 de dezembro de 2028.Em março, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) manteve uma decisão de primeira instância que cassou os mandatos do prefeito reeleito de Macedônia, Reginaldo Eloy Marcomini dos Reis (PSD), e da vice-prefeita, Vanja Cristina Andrade Sabino dos Reis (PL), por abuso de poder político e econômico nas Eleições 2024.A ação havia sido ajuizada pela coligação “Compromisso com o Futuro”, formada por PP, MDB e União Brasil, que alegou compra de votos de servidores públicos municipais por meio de recomposição salarial.De acordo com o processo, os valores pagos a título de gratificação subiram de R$ 375.411,72 em 2023 para R$ 718.949,74 em 2024. Somou-se a isso o fato de 85 servidores terem recebido a gratificação em 2023, número que aumentou para 118, em 2024, após aumento aprovado em regime de urgência pela Lei Municipal 1.468/2024. A coligação afirma que houve intuito eleitoreiro na distribuição das gratificações.Além da cassação, o prefeito e a vice ficarão inelegíveis pelo período de oito anos, a contar de 2024, e terão que pagar uma multa no valor de R$ 5.320,50. Eles recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e o recurso ainda está pendente de análise.Já em Martinópolis, a eleição suplementar ocorre após um recurso protocolado pelo União Brasil que acusou o prefeito, Valdeci Soares dos Santos Filho (Republicanos), e o vice, Marcos Rogério Matarazo (Podemos), de utilizar indevidamente a máquina pública em benefício de suas candidaturas à reeleição.Segundo a sigla, isso teria acontecido especialmente em dois momentos: com a apresentação de projeto de lei de reestruturação de cargos da administração pública municipal em 30 de setembro de 2024, sem observância dos requisitos legais; e a disponibilização de transporte gratuito para eleitores do distrito de Vila Escócia, na semana que antecedeu as eleições, sem justificativa administrativa válida.Além de cassar os mandatos, o TRE-SP também aplicou ao prefeito a sanção de inelegibilidade para as eleições que se realizarem nos oito anos subsequentes às eleições de 2024, punição que não foi aplicada ao vice. Agora, o caso está em análise no TSE. Leia também São PauloNunes defende redução da maioridade penal em ato do MDB com Flávio São PauloBaleia Rossi diz querer de Flávio governo como os de Tarcísio e Nunes em SP Brasil“Exército do Lula”: após registro no TSE, Nunes Marques autoriza canal BrasilA pedido de Flávio, Nunes Marques proíbe distribuição de jornal sindical Em Narandiba, a Corte Eleitoral paulista manteve decisão anterior que cassou o prefeito Danillo Carvalho dos Santos (Republicanos) e a vice-prefeita Joana Rita Ribas Branco (MDB). Eles também terão que pagar multa de R$ 5 mil. A ação foi ajuizada pela Coligação “Narandiba Para Todos” (PDT, PRD e PSB) e por Luiz Carlos Porto Martins (PSB).Também foram processados Flávia Pereira dos Santos, esposa do prefeito, e Mozarth Chaves Ribas Branco, irmão da vice-prefeita.O grupo é acusado de pagamentos via Pix e de doações de materiais de construção em troca de votos nas Eleições 2024. Após a quebra do sigilo bancário dos acusados, constatou-se que Danilo e Flávia eram os responsáveis pelo pagamento aos eleitores, que variavam entre R$ 300 e R$ 5 mil pelos votos. O caso aguarda julgamento pelo TSE










