O presidente Donald Trump e seus assessores estão discutindo se devem cancelar os planos de transmitir ao vivo a execução por fuzilamento do autor do massacre de Fort Hood, depois que Trump comentou em conversas privadas que inicialmente não sabia que Nidal Hasan é paraplégico, segundo duas fontes familiarizadas com as discussões ouvidas pela CNN.De acordo com as fontes, o presidente não sabia que o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciaria na semana passada que o governo pretendia permitir que o público assistisse à execução. Inicialmente, Trump não soube como reagir à ideia. Ainda assim, várias autoridades disseram à CNN que ele apoiava firmemente a decisão de executar Hasan por fuzilamento e já defendeu publicamente esse método diversas vezes.Mesmo após Hegseth publicar no X, na quinta-feira, uma confirmação de que o Pentágono planejava transmitir a execução, Trump consultou vários assessores e aliados para discutir como proceder.Foi durante essas conversas que Trump soube que Hasan ficou paralisado da cintura para baixo após ser baleado nas costas pelas forças de segurança durante o ataque cometido em 2009 em Fort Hood. Atualmente, ele utiliza cadeira de rodas, disseram as fontes, o que tornou a ideia de exibir a execução publicamente menos aceitável aos olhos do presidente.Uma das fontes afirmou que o profundo entendimento de Trump sobre o impacto das imagens é um dos principais motivos pelos quais ele pode desistir da transmissão ao vivo. Segundo um assessor de Trump ouvido pela CNN, o presidente também considerou o argumento de que uma execução pública por fuzilamento poderia servir como propaganda para adversários estrangeiros e grupos terroristas, que poderiam tentar transformar Hasan em um mártir.Na terça-feira, a Casa Branca encaminhou à CNN as declarações feitas por Trump no sábado, quando ele reconheceu haver “duas formas de pensar” sobre a questão e afirmou que tomaria a decisão final.“Ele foi cruel. Foi violento”, disse Trump a repórteres sobre Hasan durante o fim de semana. “Existem duas opiniões: não mostrar e mostrar. Porque, sabe, ao mostrar, talvez outras pessoas não façam o que ele fez. Então, vou tomar uma decisão no final. Sei o que os militares gostariam de fazer, mas nós vamos decidir.”Segundo uma fonte com conhecimento das discussões, o Pentágono também está reavaliando os planos para transmitir integralmente a execução. Ainda que o evento seja exibido, a tendência é que a transmissão seja interrompida antes dos disparos, em parte devido ao receio de que o momento possa ser explorado como propaganda por grupos terroristas.O gabinete de Hegseth não respondeu aos pedidos adicionais de comentário sobre uma eventual mudança nos planos de transmissão.A proposta de transmitir a execução ao vivo enfrentou críticas de democratas e republicanos, e pessoas dentro do Pentágono e do Exército foram pegas de surpresa pela iniciativa, conforme a CNN já havia informado.Na sexta-feira, Trump disse a jornalistas que não participou da decisão, mas afirmou que “entende a escolha”, acrescentando que algumas pessoas “querem dar um exemplo” ao transmitir a execução.Hegseth havia recomendado inicialmente a pena de morte por fuzilamento para Hasan, condenado por matar 13 pessoas e ferir dezenas de outras. Trump aprovou a recomendação.A execução está marcada para 3 de dezembro em Fort Hood e será a primeira execução de um soldado pelo Exército dos Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial, além da primeira aplicação de qualquer pena de morte a um integrante das Forças Armadas em 65 anos.Nascido nos Estados Unidos e filho de palestinos, Hasan afirmou que escolheu como alvo soldados com os quais seria enviado ao Afeganistão e que pretendia proteger o Talibã e seus líderes da ação das forças militares americanas.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp












